A tristeza, um ciclo infinito







E quando me perguntam se estou bem

Digo: eu tô sim

Mesmo a cabeça cheia de pensamentos

E com o coração a dois

Mesmo com a inundação nos olhos

E a seca na garganta

Eu digo: eu tô bem sim

Independente do dia ou da noite



O vento sopra

Frio e cruel

Levando minhas lágrimas para fora do rosto

Que escorrem para longe de mim

Tentativa fracassada de libertar a dor

Pois assim que uma cai

Outra sente o que a anterior sentiu

E também cai



Parece um ciclo infinito e vicioso

A dor não se libera em nenhum ponto

Ela apenas vive adormecida, até ser acordada e liberada furiosamente

Causando assim uma enchente de emoções

Dia e noite se passam

E a dor não vai embora

não ha nada que eu possa fazer

Não consigo nem adormecê-la

Pois cada instante, cada segundo

É uma lembrança dolorosa

Que acaba com minhas forças

e me deixa sem fôlego



Entao não sofras por mim, amor

Eu já sofro o suficiente por nós dois

Viva sua vida, ache outra

Pois quem sabe assim eu consiga seguir em frente

E adormecer essa dor que vive no meu peito